Great Wine Capitals anuncia 11 vencedores globais nos prémios Best Of Wine Tourism 2027

A gala em Hawke’s Bay encerrou a primeira conferência da rede na Nova Zelândia, após 597 candidaturas terem dado origem a 11 distinções globais

terça-feira, 27 de outubro de 2026

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Great Wine Capitals anuncia 11 vencedores globais nos prémios Best Of Wine Tourism 2027

Onze empresas de enoturismo foram distinguidas como Vencedoras Globais dos prémios Best Of Wine Tourism 2027, durante um jantar de gala em Hawke’s Bay, na Nova Zelândia, a 22 de outubro, segundo um comunicado da Great Wine Capitals Global Network.

A cerimónia decorreu no Toitoi: Hawke’s Bay Arts and Events Centre e assinalou o encerramento da 26.ª Conferência Anual da rede. Este ano, o encontro teve lugar em Hawke’s Bay, sob o tema «A World of New». Foi a primeira vez que a conferência anual da organização se realizou na Nova Zelândia.

A Great Wine Capitals Global Network anunciou que os prémios de 2027 receberam 597 candidaturas. Destas, foram selecionados 77 vencedores regionais nas 11 capitais vitivinícolas membros da rede. Uma empresa de cada capital recebeu depois uma distinção global, elevando para 11 o número total de vencedores globais.

Os prémios Best Of Wine Tourism são um dos principais programas da rede e destinam-se a distinguir empresas de enoturismo nas regiões membros. A organização afirmou que as candidaturas são avaliadas em 11 regiões vitivinícolas de quatro continentes, com base num conjunto único de critérios. Este quadro comum de avaliação visa permitir a comparação entre empresas que operam em diferentes destinos vitivinícolas, mantendo simultaneamente um padrão partilhado em toda a rede.

O comunicado divulgado após o evento não identificou os 11 vencedores globais, mas apresentou os prémios como um dos momentos centrais do encontro anual. A distinção global surge depois de as empresas competirem primeiro a nível regional na respetiva capital, onde são escolhidos os vencedores regionais que avançam para a fase internacional.

A Great Wine Capitals descreve-se como um grupo de 11 grandes cidades globais situadas nos hemisférios norte e sul. Segundo a organização, estas cidades partilham uma ligação económica e cultural através de regiões vitivinícolas conhecidas internacionalmente. A atividade da rede tem-se centrado, desde há muito, na promoção do intercâmbio entre regiões produtoras de vinho, incluindo nas áreas do turismo, do desenvolvimento empresarial e das relações culturais associadas ao vinho.

A conferência deste ano em Hawke’s Bay atribuiu à Nova Zelândia um papel de destaque nesse intercâmbio. Ao acolher o evento, Hawke’s Bay tornou-se, pela primeira vez, o local da principal reunião anual da rede. A iniciativa é relevante para a região, uma vez que a conferência reúne representantes das capitais membros e operadores de enoturismo de várias partes do mundo, num momento em que os destinos continuam a competir pelos viajantes internacionais.

O comunicado enviado por correio eletrónico apresentou os prémios como um indicador tanto da participação como da concorrência no setor. Das 597 candidaturas resultaram 77 vencedores regionais e, depois, 11 vencedores globais, números que revelam um processo de seleção por etapas. Em relação ao total de candidaturas, o grupo final de vencedores globais representa uma pequena parcela, o que sublinha o caráter seletivo da distinção. Os 77 vencedores regionais correspondem a cerca de 12,9% do total de candidaturas, enquanto os 11 vencedores globais representam cerca de 1,8%.

O tema da conferência, «A World of New», apontava para uma agenda virada para o futuro, embora o comunicado não tenha apresentado um programa político detalhado nem conclusões do encontro. Ainda assim, colocou os prémios no centro do evento, ao reservá-los para o encerramento da conferência anual. Esta posição reflete o papel que o enoturismo desempenha atualmente na economia do vinho em sentido mais amplo, onde as experiências dos visitantes, a hospitalidade e a promoção dos destinos são frequentemente consideradas elementos essenciais da competitividade regional.

Os prémios Best Of Wine Tourism tornaram-se uma componente visível desse esforço, ao ligarem o reconhecimento local a uma plataforma internacional. Uma empresa que vence primeiro na sua própria capital vitivinícola pode depois ser avaliada em comparação com os seus pares das restantes regiões membros da rede. A organização afirmou que todas as candidaturas são analisadas segundo os mesmos critérios, que permitem assegurar a consistência entre países e continentes.

No comunicado, a Great Wine Capitals não forneceu mais informações operacionais sobre o júri, as categorias dos prémios ou as empresas distinguidas. Também não indicou os países ou as capitais representados por cada um dos 11 vencedores globais. Ainda assim, os números e o local do evento deixaram claro que a rede continua a utilizar a conferência anual como montra dos resultados do enoturismo entre os seus membros internacionais.

Para Hawke’s Bay, o evento foi simultaneamente uma oportunidade para acolher a conferência e uma montra pública. O jantar de gala no Toitoi colocou a região no centro de um programa ligado a uma das redes internacionais de turismo do setor vitivinícola. A escolha do local e a realização da gala no encerramento da conferência anual deram aos prémios um final cerimonial, após vários dias de reuniões sob a égide da rede.

O comunicado foi divulgado pela organização Great Wine Capitals a partir de Bordéus, onde está sediada a comunicação da rede. Apresentou os prémios e a conferência como parte da missão contínua da organização de ligar grandes cidades vitivinícolas e as respetivas regiões através de um interesse comum pelo vinho, pelo turismo e pela projeção internacional.

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