WinLab diz que as vendas de vinho no Extremo Oriente cresceram 35% nos primeiros nove meses de 2026

A cadeia afirmou que o vinho russo atingiu 28% do volume regional, deixando o Extremo Oriente um ponto percentual atrás de Moscovo e São Petersburgo

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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WinLab diz que as vendas de vinho no Extremo Oriente cresceram 35% nos primeiros nove meses de 2026

As vendas de vinho nas lojas da WinLab no Extremo Oriente russo aumentaram acentuadamente nos primeiros nove meses de 2026, enquanto os vinhos produzidos na Rússia também ganharam quota na composição regional da cadeia, segundo dados publicados pela Retail.ru e atribuídos ao serviço de imprensa da empresa.

A WinLab afirmou que as vendas de vinho tranquilo e espumante nas suas lojas do Extremo Oriente aumentaram 35% em valor e 28% em volume entre janeiro e setembro, face ao mesmo período do ano anterior. Os dados apontam para um crescimento da receita mais rápido do que o das vendas em volume, o que geralmente sugere um preço médio de venda mais elevado, uma mudança para produtos mais caros ou ambos.

A empresa afirmou que a procura no Extremo Oriente está gradualmente a afastar-se das bebidas espirituosas e a orientar-se para o vinho. Dentro da categoria, o principal motor na região foi o vinho tranquilo dos segmentos de preço médio e subpremium. A WinLab afirmou que as vendas desses produtos aumentaram 46% em valor e 43% em volume durante o mesmo período de nove meses.

Os dados dizem respeito a uma única cadeia retalhista, e não ao mercado russo do vinho no seu conjunto, e a empresa não divulgou valores absolutos de vendas em rublos ou em garrafas. Também não indicou se a comparação se baseava em lojas comparáveis, pelo que os resultados não podem ser considerados uma medida direta do mercado mais amplo nem da procura subjacente dos consumidores em toda a região.

Apesar destas limitações, os dados revelam uma mudança significativa na composição das vendas de um dos grandes retalhistas especializados em bebidas da Rússia. A WinLab afirmou que a quota do vinho russo no total das vendas de vinho no Extremo Oriente aumentou para 28% em volume, face a 24,5% um ano antes. Foi uma subida de 3,5 pontos percentuais.

A empresa comparou este desempenho com o dos dois maiores mercados urbanos da Rússia e das regiões vizinhas. Em Moscovo, São Petersburgo e nas regiões de Moscovo e Leninegrado, a WinLab afirmou que as vendas de vinho tranquilo e espumante aumentaram 18% em valor e 13% em volume nos primeiros nove meses de 2026, face ao ano anterior. Nestas zonas, a quota do vinho russo manteve-se inalterada nos 29% em volume.

Segundo os dados da empresa, isso deixou o Extremo Oriente apenas um ponto percentual atrás das regiões das duas capitais na quota de vinho nacional vendida pela WinLab. A Retail.ru resumiu a mudança afirmando que o Extremo Oriente tinha alcançado as capitais no peso do vinho russo na composição das vendas da cadeia.

O padrão de crescimento foi diferente nos dois mercados. A WinLab afirmou que o espumante foi o segmento que mais cresceu em Moscovo, São Petersburgo e nas regiões vizinhas, onde as vendas de espumantes aumentaram 29% em valor e 17% em volume. A empresa associou esta subida à procura de produtos premium. No Extremo Oriente, pelo contrário, o maior dinamismo veio do vinho tranquilo nas gamas de preço médio e subpremium, o que sugere um perfil de consumidor diferente e uma trajetória de crescimento distinta dentro da mesma categoria.

A Retail.ru publicou a notícia a 16 de outubro, citando o serviço de imprensa da WinLab. O artigo não apresentou uma repartição regional completa por cidade, número de lojas ou marca, nem divulgou os volumes de base subjacentes às variações percentuais. Assim, é difícil avaliar quanto do crescimento resultou da abertura de novas lojas, de alterações na gama de produtos, dos preços ou de um aumento efetivo das compras por loja.

Ainda assim, a subida da quota do vinho russo destaca-se por ter ocorrido num período de crescimento geral da categoria, e não apenas durante uma contração das importações. A passagem de 24,5% para 28% significa que os produtores russos aumentaram a sua presença num mercado de vinho em crescimento nas operações da cadeia no Extremo Oriente, pelo menos em volume. Com base na diferença entre o crescimento em valor e em volume, a receita média por unidade na região parece ter aumentado cerca de 5,5%, embora a empresa não tenha divulgado dados sobre preços nem indicado em que medida essa evolução se deveu à inflação, à premiumização ou a alterações nas embalagens.

A WinLab faz parte do Novabev Group e tinha 2 222 lojas no final de setembro de 2026, segundo informações da empresa. O Extremo Oriente, região abrangida pelos dados de crescimento divulgados, corresponde ao território oriental da Rússia e fica geograficamente distante dos principais centros populacionais do país, a oeste. Para retalhistas e produtores, essa distância pode afetar a logística, a gama de produtos e os preços, acrescentando outro fator a ter em conta em qualquer comparação com Moscovo e São Petersburgo.

A empresa afirmou que o Extremo Oriente está a tornar-se um dos mercados mais dinâmicos para o vinho russo. Esta avaliação partiu da própria WinLab e deve ser entendida como a perspetiva de uma empresa, não como um estudo de mercado independente. A notícia da Retail.ru não apresentou dados externos do setor que confirmem se outras cadeias ou o conjunto do retalho russo estão a registar um ritmo de mudança semelhante na região.

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