As compras do Labor Day impulsionaram as vendas de vinho nos EUA para US $ 376,5 milhões na última semana
A NIQ disse que a subida de 3,5% não compensou uma quebra de 3,7% em quatro semanas face ao período homólogo
quarta-feira, 16 de setembro de 2026

As vendas de vinho nos Estados Unidos, nos canais de retalho monitorizados, subiram na última semana medida, à medida que as compras associadas ao Labor Day impulsionaram a procura, mas o impulso do feriado não reverteu a quebra mais ampla do mercado.
A NIQ disse que as vendas de vinho no retalho em canais off-premise nos EUA atingiram US $ 376,5 milhões na última semana disponível, mais 3,5% do que na semana anterior. Com base nessa variação, a semana anterior terá sido de cerca de US $ 363,8 milhões, o que significa que as vendas semanais aumentaram em aproximadamente US $ 12,7 milhões.
A comparação semanal mais forte refletiu compras associadas ao feriado do Labor Day, um período que muitas vezes traz um aumento de curto prazo nas compras para encontros em casa e celebrações de fim de verão. Mas a tendência de prazo mais alargado manteve-se negativa. Nas quatro semanas terminadas em 5 de setembro, as vendas de vinho caíram 3,7% em termos de valor, face ao mesmo período em 2025, enquanto o volume de vendas recuou 5,1%.
Essa diferença entre vendas em valor e volume aponta para um mercado em que a receita está a aguentar melhor do que a procura física. Como a quebra em valor foi menor do que a quebra em volume, o valor médio implícito por unidade aumentou cerca de 1,5% no período. Isso pode acontecer quando os preços sobem, quando os consumidores compram garrafas mais caras, ou quando as vendas se deslocam para produtos premium mesmo com a queda do total de quantidades vendidas.
Os dados sugerem que retalhistas e fornecedores continuam a gerar dinheiro com as vendas de vinho, mas fazem-no com menos unidades a passar pelas lojas. Isso é importante porque o volume é muitas vezes uma medida mais clara da procura subjacente dos consumidores. Quando o volume cai mais depressa do que o valor, isso pode indicar que as vendas estão a ser sustentadas em parte pelos preços ou pelo mix de produtos, e não por um crescimento do consumo.
Os números abrangem canais de retalho off-premise monitorizados pela NIQ nos Estados Unidos. As vendas off-premise incluem, em geral, compras feitas em lojas para consumo noutro local, em vez de em bares ou restaurantes. A NIQ não publicou litros, caixas nem a cobertura detalhada do mercado nos números citados aqui, o que limita o grau em que os dados podem ser usados para medir o consumo nacional total. O valor unitário implícito é também um cálculo amplo a partir das alterações reportadas em dólares e volume, e não um preço médio diretamente divulgado.
A quebra de quatro semanas é notável porque mostra que o impulso ligado ao feriado não foi suficientemente forte para mudar a direção do mercado. Uma subida de 3,5% de semana para semana pode parecer sólida isoladamente, sobretudo em torno de um evento sazonal, mas a comparação mensal indica que a categoria continua sob pressão face aos níveis do ano passado.
A diferença entre vendas nominais e poder de compra real continua igualmente importante. As cifras em dólares da NIQ não estão ajustadas pela inflação, pelo que parte da resiliência da receita pode refletir preços mais altos e não uma procura mais forte. Em termos práticos, os consumidores podem estar a gastar perto do mesmo valor, ou ligeiramente menos, enquanto levam para casa menos garrafas.
Os números mais recentes juntam-se a sinais de que o vinho enfrenta um ambiente de retalho mais difícil nos Estados Unidos. Os consumidores têm estado mais seletivos em várias categorias de bebidas, e a sensibilidade ao preço manteve-se elevada mesmo quando ocasiões festivas dão suporte temporário. Nesse contexto, uma subida sazonal de curta duração nas vendas pode melhorar o quadro semanal sem alterar o padrão subjacente de menor volume.
A NIQ divulgou os dados em 15 de setembro. A empresa descreveu a semana mais recente como a leitura mais atual disponível e o período de quatro semanas como terminando em 5 de setembro. Dentro desse enquadramento, a principal mensagem dos dados é que o Labor Day ajudou a elevar as vendas semanais, mas não travou a contração mais ampla do vinho norte-americano vendido através dos canais de retalho monitorizados.