Vendas de whiskey americano na Polónia atingiram 1,36 milhões de caixas de nove litros em 2025

A associação do setor afirmou que o volume cresceu 5,7% ao ano desde 2020, tornando a Polónia um mercado em expansão para os destiladores dos EUA.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

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Vendas de whiskey americano na Polónia atingiram 1,36 milhões de caixas de nove litros em 2025

As vendas de whiskey americano na Polónia atingiram cerca de 1,36 milhões de caixas de nove litros em 2025, segundo a American Whiskey Association, uma associação do setor que está a usar este valor para destacar a Polónia como um mercado europeu em crescimento, enquanto o seu presidente executivo visita Varsóvia e Berlim esta semana.

A associação afirmou que o volume na Polónia cresceu a uma taxa anual composta de 5,7% entre 2020 e 2025. O whiskey americano é agora, segundo a associação, a segunda maior categoria de whiskey na Polónia em volume, atrás do Scotch, e a terceira maior categoria de bebidas espirituosas no conjunto, atrás da vodka e do Scotch.

Os dados foram divulgados na quarta-feira, no âmbito do anúncio da viagem de Michael Bilello, presidente e diretor executivo da associação, à Polónia e à Alemanha, onde se reunirá com importadores, distribuidores, empresas de hotelaria e restauração, diplomatas e meios de comunicação do setor. A associação afirmou que a viagem visa apoiar o crescimento das exportações, aprofundar as relações comerciais e defender aquilo que descreveu como um acesso ao mercado justo e previsível em dois importantes mercados europeus.

Os dados relativos à Polónia devem ser entendidos como contexto de mercado, e não como um novo relatório aduaneiro sobre exportações. A associação não divulgou a metodologia utilizada para obter os valores nem dados comparáveis de 2024, pelo que não é possível calcular uma variação homóloga com base na informação divulgada. Também não atribuiu um valor monetário à estimativa do mercado polaco.

Mesmo com estas limitações, os números apontam para a Polónia como um destino relevante para os produtores de whiskey americano, numa altura em que as associações do setor acompanham mais de perto o enquadramento político europeu. Em Varsóvia, Bilello deverá integrar uma delegação norte-americana do setor das bebidas espirituosas numa prova comercial que reunirá produtores americanos e importadores, distribuidores, retalhistas, bartenders, profissionais da hotelaria e restauração e meios de comunicação do setor da Polónia e da Europa de Leste. Deverá também participar numa receção na residência do embaixador dos EUA na Polónia e num briefing sobre o mercado, que contará com responsáveis do Serviço de Agricultura Externa do Departamento da Agricultura dos EUA em Varsóvia, além de visitas a pontos de venda.

A visita acontece enquanto a Polónia pondera várias alterações à política relativa ao álcool. Segundo a associação, o Governo polaco propôs aumentar a taxa do imposto especial de consumo sobre o álcool etílico em 2027, de PLN 8,811 para PLN 10,109 por hectolitro de álcool puro, um aumento de cerca de 15%. A associação afirmou ainda que outras propostas em discussão poderão alargar as restrições à promoção de bebidas alcoólicas e às práticas comerciais habituais, além de exigir a inclusão obrigatória de pictogramas nos produtos alcoólicos.

Estas propostas são relevantes para os produtores americanos porque a Polónia tem sido uma das histórias de crescimento mais evidentes da categoria na Europa nos últimos anos. A associação defende que qualquer agravamento das regras fiscais ou de rotulagem poderá aumentar os custos ou criar obstáculos adicionais para as marcas importadas que procuram expandir a sua distribuição.

Na declaração da associação, Bilello afirmou que a Polónia mostra o que pode acontecer quando o whiskey americano tem oportunidade de competir e de conquistar uma base de consumidores. Disse que o setor pretende ter uma oportunidade justa para entrar no mercado, trabalhar com parceiros locais e competir pelos consumidores polacos.

Depois de Varsóvia, Bilello deverá seguir para Berlim, para participar no Bar Convent Berlin, uma importante feira internacional do setor dos bares e das bebidas, que decorre de 12 a 14 de outubro. Os organizadores afirmam que o evento, que assinala este ano o seu 20.º aniversário, recebe expositores e visitantes de quase 90 países. A American Whiskey Association afirmou que Bilello participará em ações de contacto com o setor no espaço apoiado pelo DISCUS na Messe Berlin e num pequeno-almoço com a imprensa internacional, a 13 de outubro, dedicado às bebidas espirituosas dos EUA e ao mercado europeu.

Segundo a mesma fonte do setor, a Alemanha é um mercado de whiskey americano muito maior e mais consolidado do que a Polónia. A associação afirmou que o volume de whiskey americano na Alemanha totalizou cerca de 2,26 milhões de caixas de nove litros em 2025, correspondendo a quase 40% do mercado de whisky do país e ocupando o segundo lugar, atrás apenas do Scotch. Acrescentou que as previsões do setor continuam a apontar para um crescimento até 2030, apesar das pressões sobre o mercado alemão de bebidas alcoólicas em geral.

Mas a passagem por Berlim também decorre num contexto de contestação política. A associação afirmou que a Lei Orçamental Complementar da Alemanha para 2027 propõe aumentos de 20% nos impostos sobre bebidas espirituosas, vinho espumante, produtos intermédios e determinadas bebidas mistas prontas a beber com menos de 10% de álcool em volume, com entrada em vigor prevista para 1 de janeiro de 2027. A associação afirmou apoiar os esforços dos parceiros alemães do setor para contestar a proposta e garantir que os decisores políticos ponderam os seus efeitos económicos e concorrenciais.

Na sua declaração, a associação defendeu que um aumento de 20% do imposto sobre as bebidas espirituosas na Alemanha elevaria os custos em toda a categoria, numa altura em que produtores, importadores e operadores de hotelaria e restauração procuram reforçar o mercado. Afirmou que a Alemanha continua a ser um mercado importante para o whiskey americano e que as empresas precisam de um enquadramento previsível para investir.

O programa da viagem reflete uma estratégia mais ampla da associação para alargar a sua presença internacional para além dos diferendos pautais e abranger um conjunto mais vasto de questões comerciais e regulamentares. As associações que representam os produtores americanos de bebidas espirituosas têm dedicado há anos especial atenção à Europa, devido à dimensão do mercado, à influência das regras fiscais e de rotulagem sobre os produtos importados e ao papel dos bares, restaurantes e retalhistas especializados na formação da procura dos consumidores.

A American Whiskey Association, que representa produtores e interesses da cadeia de abastecimento associados à categoria, apresentou a viagem a Varsóvia e Berlim como parte de uma campanha mais ampla em torno do comércio, do acesso ao mercado, da atividade diplomática e da promoção das exportações. O comunicado não anunciou novos contratos de venda nem acordos governamentais. Em vez disso, apresentou a missão como um esforço para apoiar o desenvolvimento do mercado na Polónia, defender a atividade já consolidada na Alemanha e responder atempadamente a propostas políticas que poderão afetar os preços, a promoção e o acesso dos consumidores em ambos os países.

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