Chehalem Winery adquire 43,81 acres para expandir a sua propriedade no Oregon para 255 acres

A compra em Sherwood acrescenta uma adega, armazenamento refrigerado e 15 acres de vinha ao lado de Chehalem Estate, com produção prevista para 2027.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

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Chehalem Winery adquire 43,81 acres para expandir a sua propriedade no Oregon para 255 acres

A Chehalem Winery está a expandir a sua base no Willamette Valley, no Oregon, depois de a sua empresa-mãe, a Stoller Wine Group, ter adquirido uma propriedade adjacente de 43,81 acres em Sherwood que inclui uma adega, instalações de armazenamento e terreno de vinha plantado, segundo um anúncio feito no final de setembro.

A compra amplia a presença do estate da Chehalem para um campus contíguo de 255 acres no Laurelwood District, uma medida que, segundo a empresa, vai reunir num único local as operações de vinha, vinificação, armazenamento e hospitalidade. Com base nos números divulgados pela empresa, o terreno recém-adquirido aumenta a área anterior do campus da adega, de cerca de 211,19 acres, em 20,7%.

A Chehalem disse que a propriedade inclui um edifício de adega, estruturas agrícolas, um armazém de armazenamento refrigerado e uma residência, bem como 15 acres de vinha plantados com Pinot Noir, Pinot Gris e Chardonnay. Isso significa que cerca de 34,2% da propriedade adquirida está atualmente plantada com vinha. A empresa disse ainda que a transação lhe dá acesso imediato a infraestruturas de produção e armazenamento junto à sua vinha e sala de provas existentes.

A aquisição foi anunciada a 30 de setembro a partir de Sherwood. Os termos financeiros não foram divulgados. A empresa não revelou o preço de compra, o montante que espera investir após a aquisição, a capacidade de produção do local, quaisquer existências de vinho incluídas no negócio nem as vendas projetadas associadas à expansão.

A propriedade agora adquirida era anteriormente explorada como Pamplin Family Winery. A Chehalem disse que a instalação foi construída para vinificação em pequenos lotes e que precisará apenas de modificações limitadas antes de poder ser usada para a sua própria produção. Essas alterações estão previstas para começar depois da vindima de 2026, com a Chehalem a planear iniciar a produção no local em junho de 2027.

O negócio soma-se ao investimento recente da Chehalem na sua propriedade de estate. A adega abriu o Chehalem Estate Tasting Room no ano passado, e a nova aquisição estende esse mesmo campus. A empresa disse que o objetivo é aprofundar a integração operacional, concentrando o cultivo de uvas, a produção de vinho, o armazenamento e as atividades de atendimento ao público num só local, em vez de dispersar essas funções por vários locais.

Essa consolidação é significativa para uma adega como a Chehalem, que construiu a sua identidade em torno de vinhas de propriedade própria e de castas de clima fresco. A adega, com mais de 30 anos, é conhecida no Oregon pelo Pinot Noir e pelos vinhos brancos. Colocar a produção junto à vinha pode reduzir as necessidades de transporte durante a vindima e dar a uma adega mais controlo sobre o manuseamento da fruta, o momento e o armazenamento. Neste caso, a empresa apresentou a aquisição como uma medida operacional de longo prazo, e não como uma forma de aumentar a capacidade a curto prazo.

A Stoller Wine Group disse que a propriedade fica diretamente ao lado de Chehalem Estate, o que torna a expansão invulgarmente simples do ponto de vista logístico. Como o local já dispõe de instalações de adega e de armazenamento refrigerado, a aquisição dá à Chehalem mais do que terreno por desenvolver. Acrescenta também infraestrutura construída que pode ser adaptada para a produção sem o prazo mais longo normalmente exigido por nova construção, licenciamento e desenvolvimento do local.

Os executivos da empresa enquadraram a compra como parte de uma estratégia mais ampla e de longo prazo para a marca e para os seus ativos no Oregon. Em declarações divulgadas com o anúncio, Gary Mortensen, presidente da Stoller Wine Group, disse que a adição de uma adega ao lado da vinha e da sala de provas da Chehalem era uma rara conjugação de ativos. A enóloga da Chehalem, Katie Santora, disse que produzir vinho na propriedade vai aproximar a vinha e a experiência dos visitantes da adega.

A instalação também tem ligações ao portefólio mais amplo da Stoller. A empresa disse que foi desenhada por Ernie Munch, o arquiteto por trás da adega Stoller Family Estate Reserve. Isso não altera a economia da aquisição, mas pode facilitar a transição se a Chehalem adaptar o local aos seus próprios padrões de produção e ao seu fluxo de trabalho.

A transação ocorre numa altura em que as adegas do Oregon continuam a equilibrar desenvolvimento de marca, turismo e eficiência produtiva num mercado competitivo. Para produtores orientados para estates no Willamette Valley, terreno adjacente e infraestrutura de adega já existente podem ser difíceis de reunir, sobretudo quando o objetivo é criar um único campus operacional. A compra da Chehalem aborda diretamente essa questão, ao acrescentar tanto área de vinha como ativos de produção junto à sua propriedade atual.

O que continua por esclarecer é até que ponto a expansão vai alterar a escala da adega em termos de produção em caixas ou de distribuição. A empresa não disse quanto vinho acabará por ser produzido no novo local, se toda a produção atual será transferida para lá, ou se a aquisição vai alterar o aprovisionamento de uvas para além dos 15 acres plantados incluídos no negócio. Também não disse se a casa da propriedade será usada para fins empresariais ou se permanecerá separada das operações da adega.

Por agora, o efeito mais concreto da aquisição é geográfico e operacional. A Chehalem vai controlar uma propriedade maior e contínua no Laurelwood District, com mais terreno, mais instalações construídas e um caminho mais claro para centralizar as suas funções de vinha, adega, armazenamento e hospitalidade. As primeiras alterações visíveis são esperadas depois da vindima de 2026, e a empresa disse que pretende ter a produção de vinho em curso na adega recém-adquirida até junho de 2027.

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