As exportações britânicas de whisky subiram para £2,5 mil milhões no primeiro semestre de 2026.

Dados da Food and Drink Federation mostraram que as importações de vinho caíram 2,7%, reforçando a predominância das bebidas espirituosas no comércio de álcool britânico.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

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As exportações britânicas de whisky subiram para £2,5 mil milhões no primeiro semestre de 2026.

O Reino Unido importou menos vinho no primeiro semestre de 2026, ao mesmo tempo que aumentou as exportações de whisky e gin, segundo uma recente análise comercial publicada pela Food and Drink Federation, o grupo da indústria alimentar e de bebidas britânico, com base em dados aduaneiros.

Entre janeiro e junho, as importações britânicas de vinho totalizaram £1,6 mil milhões, menos 2,7% do que no mesmo período de 2025. Os volumes importados caíram 2,1%. A quebra em valor foi ligeiramente superior à quebra em volume, o que sugere que o valor médio por unidade importada desceu cerca de 0,6%. Os dados da FDF abrangem os fluxos comerciais na fronteira, não as vendas a retalho, pelo que não mostram o que aconteceu aos preços das garrafas nas lojas nem ao consumo de vinho na Grã-Bretanha.

O whisky continuou a ser o principal motor das exportações britânicas de bebidas alcoólicas. As vendas de whisky no estrangeiro atingiram £2,5 mil milhões nos primeiros seis meses do ano, mais 2,2% em valor. Os volumes exportados subiram 5,8%, o que significa que os envios cresceram mais depressa do que as receitas. Com base nestas duas variações, o valor médio por unidade exportada caiu cerca de 3,4%. Os dados publicados não mostram quanto desta alteração resultou dos preços, do mix de produtos ou de diferenças entre mercados de destino.

As exportações britânicas de gin seguiram a direção oposta no valor unitário. As exportações britânicas de gin aumentaram para £306,9 milhões, mais 2,8% do que um ano antes, enquanto os volumes cresceram 1,3%. Isso implica um aumento de cerca de 1,5% no valor médio por unidade. No conjunto, whisky e gin geraram cerca de £2,807 mil milhões em vendas de exportação no primeiro semestre.

Usando os totais arredondados no comunicado da FDF, as exportações britânicas de bebidas alcoólicas parecem ter ascendido a cerca de £3,5 mil milhões durante o período, face a aproximadamente £2,3 mil milhões em importações de bebidas alcoólicas. Isso deixaria um excedente comercial estimado de cerca de £1,2 mil milhões. A federação não publicou esse valor como saldo oficial separado das bebidas alcoólicas. A estimativa é uma aproximação derivada da retirada das categorias de alimentos e bebidas não alcoólicas dos totais mais amplos, pelo que não deve ser lida como uma repartição exacta.

O vinho foi a única bebida alcoólica listada entre as 10 maiores categorias de importação do Reino Unido no ranking da FDF. Isso sublinha quão diferente é o perfil comercial da Grã-Bretanha entre importações e exportações. Do lado das importações, o vinho continua a ser uma grande compra ao estrangeiro. Do lado das exportações, as bebidas espirituosas, especialmente o whisky, têm muito mais peso.

Os dados da FDF incluem também o comércio medido em litros de álcool puro, uma unidade separada que acompanha o teor alcoólico e não o volume final de vinho, cerveja ou bebidas espirituosas. Nessa base, as exportações britânicas atingiram 234,3 milhões de litros no primeiro semestre de 2026, mais 1,8% do que um ano antes e 2,3% acima do mesmo período de 2024. As importações medidas em álcool puro seguiram a direção inversa. O Reino Unido importou 39 milhões de litros, menos 16,5% do que no primeiro semestre de 2025, embora ainda 1% acima do nível registado no primeiro semestre de 2024. Os dados da FDF deixam claro que esta quebra de 16,5% se aplica apenas às categorias reportadas em litros de álcool puro e não deve ser confundida com a queda de 2,1% nos volumes de vinho importado.

O Mercosul forneceu um dos retratos regionais mais claros no relatório. O whisky representou mais de dois terços de todas as exportações britânicas de alimentos e bebidas para o bloco comercial sul-americano. As vendas de whisky britânico para o Mercosul atingiram £96,5 milhões no primeiro semestre, mais 6,6% em valor e 1,8% em volume. Isso significa que o valor médio por unidade exportada subiu cerca de 4,7% nesse mercado, ao contrário da descida observada no total das exportações globais de whisky.

O gin não teve um desempenho tão bom no Mercosul. As exportações britânicas de gin para o bloco caíram 12,4% em valor, para £15,9 milhões, enquanto os volumes recuaram 9%. A categoria separada que a FDF identifica como bebidas espirituosas, excluindo whisky e gin, também caiu. Totalizou £2 milhões, menos 8,1% em valor, com volumes abaixo em 0,7%. A cerveja registou o crescimento percentual mais rápido entre as categorias alcoólicas apresentadas para o Mercosul, embora a partir de uma base reduzida. As exportações subiram para cerca de £500.000, mais 229,7% em valor e 176,4% em volume.

Estas quatro categorias somaram juntas cerca de £114,9 milhões. Com base nos totais publicados pela FDF, isso equivale a cerca de 83,6% dos £137,4 milhões de todas as exportações britânicas de alimentos e bebidas para o Mercosul. Só o whisky representou cerca de 70,2% desse comércio exportador mais amplo. Ainda assim, quando a relação é medida em litros de álcool puro, as exportações para o Mercosul foram ligeiramente mais fracas. Totalizaram 12,4 milhões de litros, menos 0,7% do que um ano antes.

No sentido inverso, o vinho proveniente do Mercosul perdeu terreno no mercado britânico a um ritmo mais rápido do que as importações totais de vinho do Reino Unido. A Grã-Bretanha comprou ao bloco vinho no valor de £33,6 milhões no primeiro semestre, menos 17,4% do que no mesmo período de 2025, enquanto os volumes importados caíram 8,4%. Isso sugere uma descida de cerca de 9,8% no valor médio por unidade. A cifra de £33,6 milhões correspondia a cerca de 2,1% do total de £1,6 mil milhões de importações britânicas de vinho, com base nos números arredondados da FDF. O relatório não discrimina as compras de vinho do Mercosul por país, pelo que não mostra qual o fornecedor responsável pela maior parte da quebra.

Na Ásia, a federação reuniu a Indonésia, as Filipinas e a Tailândia na sua medida de álcool puro. As exportações britânicas combinadas para estes três mercados caíram para 1,2 milhões de litros, menos 21,4% do que um ano antes. Dentro da região, o relatório destaca resultados muito diferentes para as vendas de whisky à Tailândia e às Filipinas.

A Tailândia comprou £9,7 milhões de whisky britânico no primeiro semestre, mais 6,1% do que no mesmo período de 2025, embora o volume tenha caído 16,7%. Isso aponta para um aumento de cerca de 27,4% no valor médio por unidade exportada. As tabelas da FDF mostram o whisky como a categoria de exportação britânica de maior valor listada para a Tailândia.

As Filipinas moveram-se fortemente na direção oposta. As exportações britânicas de whisky para esse mercado caíram para £1,3 milhões, menos 57,2% em valor, enquanto o volume recuou 70,4%. Como a quantidade diminuiu mais depressa do que o valor, o valor médio por unidade ainda subiu cerca de 44,6%, mas isso não compensou a muito menor escala do negócio. As tabelas da FDF também indicam diferentes taxas de tarifa de nação mais favorecida de referência para o whisky nos dois mercados: 60% para a Tailândia e 15% para as Filipinas.

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